Rasgando Conversa


Data da publicação: 25/2/2019
Rasgando Conversa

Três gerações quase próximas e lá estávamos nós a catar, daqui e dali, nossas memórias adormecidas, mas tão vivas em nós! A conversa girava em torno da costura, como eram feitos nossos vestidinhos da infância e da adolescência. E ali ficamos costurando as ideias e , de repente, arrancamos os idos tempos e o colocamos ali, na nossa sala de trabalho e bordamos histórias lindas de roupas bem cortadas e feitas com amor por nossas mães zelosas de idos tempos. Ali rimos como crianças e alinhavar a nossa biografia, num tempo em que se cosiam (leia-se com “s”!) as calcinhas, com belos bordados feitos à mão e trouxemos as “modistas” que marcavam nossas medidas de mocinhas. E “vimos” o nosso material escolar feito a capricho pelas nossas mestras de outros tempos. E cantamos (literalmente) músicas de nossa infância e arrematamos histórias com luzes feitas de doces lembranças. 

A nossa emoção foi aflorando e, de repente, não éramos mais três senhoras dos anos 2014, mas três meninas encantadas com as próprias histórias, sob o olhar de alguns, que se encantavam ao nos ouvir, tentando penetrar como agulha e linha naquelas deliciosas lembranças. Rimos e choramos na emoção. Estávamos experimentando a felicidade plena de ter história, de colher detalhes, de compor modelos de vida . E, ao terminarmos, a sensação de que fizemos a nossa colcha de retalhos. Tão linda! Tão compacta, tão coerente com quem somos! E dispersamos, cada uma seguiu com suas lembranças, mas nos sentindo unidas pela história, pela felicidade em tê-las, orgulhosas de nós mesmas. Acho que pegamos as nossas costuras e as guardamos de volta no nosso baú interior. Talvez as usemos de novo, quem sabe...são os retalhos de nós mesmas. 

Por Rozana Pires

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