A soma de todos os afetos - Rosely Sayão


Data da publicação: 19/2/2018
A soma de todos os afetos - Rosely Sayão 

Ontem, num auditório lotado de educadores e pais e mães de alunos, em sua maioria do ensino fundamental, assisti a uma palestra da ótima Rosely Sayão_ psicóloga, educadora, escritora e colunista da folha de SP.

Fui com meu marido (o filhote ficou com a vovó), e sentados na terceira fila ouvimos sobre as novas famílias, erros e acertos inerentes à educação, internet, pais e mães tipo ” GPS e bússola”, entre outros assuntos e dicas.

Como muitos pais, acompanho Rosely Sayão principalmente através de sua coluna na Folha Equilíbrio. Ali, é comum ler algo que acrescenta um ponto_ ou vários pontos_ àquilo que eu penso, e tento pôr em prática na educação do meu menino, hoje com sete anos.

Com a palestra de ontem não foi diferente. Porque na realidade, ela falou de coisas que eu já sabia, mas só sabia dentro de mim, não fora. E de vez em quando a gente precisa de alguém que verbalize e nos faça ter consciência daquilo que precisa ser entendido ou feito. Como terapeuta, ela tem esse dom.

 E muito segura começou falando: Onde há afetividade, é mais difícil. E pensei que é isso mesmo. É nesse terreno afetivo, emocional e passional que a gente se perde, se envolve, faz os nossos pequenos terem tamanho de gigantes e deixamos de conduzir a vida da forma_ teoricamente_ correta. E nos assustamos demais com aquilo que é tão simples, e porque não dizer_ normal. Então ela vem e desmistifica esses monstros que construímos e afirma: O papel do adolescente é contestar, a criança até 6 anos faz birra mesmo e as crianças irão sempre insistir e transgredir.
Simples e normal.

Quanto aos erros de educação, não somos infalíveis. É claro que erramos, e um dia esses erros podem ser apontados por eles no futuro _ do mesmo modo que fazemos com nossos pais, certo? Mas errar de acordo com nossas próprias convicções, e não com as convicções dos outros, é sempre mais seguro.

Depois ela falou sobre as mudanças ocorridas na família, desde o final dos anos 50 até os dias de hoje. Apesar de toda evolução ocorrida na sociedade e no mundo, permanecemos com o desenho mental daquela família que talvez nem chegamos a conhecer. E percebi que lá em casa tem sido um pouco assim. Principalmente na hora de dormir. Porque coloquei na cabeça que meu filho tem que dormir antes das 21 hs. E sofro porque de uns tempos pra cá, isso nunca mais aconteceu. E ontem, nessa parte da palestra, me deu um click ao refletir que essa minha exigência é descabida.



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