Cientistas provam que o vácuo do universo não é tão "vazio" assim


Data da publicação: 3/4/2017
Cientistas provam que o vácuo do universo não é tão "vazio" assim

Na década de 1930, dois físicos fizeram previsões teóricas sobre um fenômeno que só foi confirmado só agora

O vácuo é, em teoria, a ausência total de matéria em uma certa região. Pena que, na prática, é impossível tirar toda a matéria de qualquer lugar — o espaço que há entre os planetas, estrelas e satélites, claro, é vazio o bastante para os padrões humanos.

Já faz algum tempo, porém, que a física pensa nas propriedades do vazio. Na década de 1930, dois célebres físicos fizeram previsões teóricas sobre um fenômeno chamado birrefringência do vácuo. Um deles, velho conhecido dos fãs de Breaking Bad, é Werner Heisenberg, pai da mecânica quântica. O outro é Hans Heinrich Euler, orientando de doutorado de Heisenberg que você não deve confundir com o Euler da matemática. Agora, mais de 80 anos depois, um grupo de cientistas liderado pelo italiano Roberto Mignani, do Istituto di Astrofisica Spaziale e Fisica Cosmica Milano, conseguiu observar o fenômeno na prática pela primeira vez. Festa no céu da física, alguém? 

Além de extremamente densa, ela também tem um campo magnético fortíssimo. Explicada da maneira mais simples possível: a birrefringência do vácuo ocorre justamente quando uma área do vácuo faz com que a luz se polarize, sob influência de um campo magnético tão forte quanto o de um pulsar, este efeito age como um prismasobre a luz.  "Esse efeito só poderia ser detectado na presença um campo magnético muito forte, como o de uma estrela de nêutrons. Isso prova, mais uma vez, que estrelas de nêutrons são laboratórios valiosos para estudar as leis fundamentais da natureza", explicou Roberto Turolla, da Universidade de Pádua, na Itália, à assessoria do ESO.


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