Entenda como identificar se seu filho sofre ou pratica bullying digital


Data da publicação: 18/3/2019
Entenda como identificar se seu filho sofre ou pratica bullying digital

 O Brasil é a segunda nação com maior índice de pais que dizem que seus filhos foram vítimas de bullying digital. De acordo com a pesquisa da Ipsos sobre cyberbullying, nosso país fica atrás apenas da Índia, que tem um índice de 37%, enquanto por aqui o número chega a 29%. O mesmo estudo também mostrou que cerca de 76% dos pais acreditam que as ações voltadas para combater esse problema ainda são insuficientes. Tal questão assusta os responsáveis, que, em grande parte dos casos, não sabem como identificar se o filho sofre ou pratica o bullying digital. Neste artigo, veremos alguns pontos que ajudam nesse processo de detecção e estratégias que podem ser utilizadas para combater a questão! Vamos lá? O bullying digital O bullying digital ou cyberbullying é um tipo de assédio que ocorre em canais como redes sociais, aplicativos de mensagens, e-mails e sites. Para isso, o praticante utiliza tecnologias que apoiam comportamentos repetidos e hostis contra um indivíduo ou grupo. Deboche, assédio e intimidação estão entre as principais atitudes ligadas ao bullying. Geralmente, o problema acontece quando os agressores têm contato com as vítimas e encontram nos meios digitais uma maneira de difamar a imagem delas ou provocá-las. Entre os tipos mais comuns de cyberbullying estão a ridicularização de um indivíduo quanto ao modo de vestir, etnia, religião ou sexualidade.  Até pouco tempo, não existiam leis que protegiam as vítimas. No entanto, com o crescimento da prática, uma legislação mais rigorosa foi implementada, punindo os agressores. Os canais digitais ainda servem como uma prova da prática e podem ser motivo para processos, dependendo da vontade da vítima. O agressor Muitas vezes, quando se fala em bullying, as pessoas voltam logo os olhares para as vítimas. No entanto, é muito importante identificar as atitudes do agressor, a fim de suprimir o comportamento nocivo. Nem sempre ele é um vilão — em diversos casos, o comportamento agressivo pode ser sinal de baixa autoestima ou mesmo um reflexo das atitudes dos próprios familiares. Os prejuízos psicológicos da prática do bullying são ruins tanto para quem o recebe quanto para quem o pratica. Portanto, é essencial que os pais estejam atentos a algumas atitudes dos filhos para identificar se eles são os responsáveis pelo problema. Identificação do praticante do bullying Crianças e adolescentes do tipo “valentão” têm alguns comportamentos que as entregam como praticantes de bullying. Geralmente, são pessoas que não têm empatia pela dor do próximo, não se importam em agradar o outro, costumam se expressar de maneira sarcástica, julgam as pessoas e tendem a não obedecer, impondo sempre as suas vontades.  Além disso, quando questionadas sobre a prática, costumam contar mentiras ou brincar com a situação, dizendo que não é como as pessoas imaginam. Os praticantes também estão habituados a serem dissimulados, mas, ao mesmo tempo, muito brincalhões. Portanto, se o seu filho estiver apresentando tais comportamentos, é preciso atenção redobrada. Eliminação do comportamento nocivo O praticante do bullying também precisa de apoio, especialmente da família, que será a responsável por identificar o comportamento e ajudá-lo a mudar de conduta. Por exemplo, se ele tem um irmão com o qual vive brigando, usando linguagem de violência, converse com ambos sobre a rivalidade fraterna. Essa pode ser a causa do bullying praticado com terceiros. Outra questão importante é reavaliar a dinâmica familiar. Como vocês se tratam? A casa é um ambiente harmonioso, em que predomina o diálogo, ou vocês conversam sempre trocando insultos e palavras ruins? A conduta dos pais deve ser amorosa e de respeito para que o filho possa reproduzir o bom comportamento. O diálogo também é muito importante para evitar que a situação se propague. Tenha uma conversa séria e explique que nem tudo é brincadeira, especialmente a partir do momento em que a fala agride, humilha ou insulta o próximo. Outra dica importante: saiba escutar. Muitas vezes, a própria fala da criança ou adolescente revela o porquê de determinadas atitudes. Peça para que ele se reconcilie com a vítima e o perdoe. Só assim ele terá forças para eliminar o comportamento de sua vida. Se for preciso adotar medidas mais drásticas, busque apoio psicológico. A vítima vítima é a parte que mais sofre nessa história. Por mais que o agressor tenha os seus problemas, quem recebe os insultos ou provocações se sente impotente. O pior é quando isso acontece por parte de mais de uma pessoa, tornando a situação ainda mais complexa. O bullying digital é muito perigoso e pode desencadear insegurança e até doenças futuras como ansiedade e depressão. Portanto, tratar a situação com delicadeza e prestar todo o suporte necessário ao filho são atitudes essenciais. Identificação da vítima de bullying A criança ou adolescente apresenta alguns comportamentos e sintomas quando sofre bullying. Comumente observamos sono agitado, irritabilidade e reclamações como “odeio tal pessoa”, além de atitudes mais retraídas e preferência por se isolar. O indivíduo também evita determinados tipos de programas, especialmente quando os agressores estão presentes, se afasta dos colegas, chora com mais frequência e apresenta uma tristeza sem um motivo aparente. Algo a ser observado com atenção pelos pais e responsáveis é o momento em que a criança se sente impelida a tratar do problema, com medo de mais retaliação. Combate ao problema O primeiro passo para lidar com uma vítima de bullying digital é conversar sobre o que está acontecendo. Por se tratar de um momento delicado, é importante que os pais mostrem apoio e suporte ao filho, independentemente da situação. Se o problema for na escola, por exemplo, é essencial conversar com a direção e a coordenação para que uma atitude possa ser tomada. Aliás, a criança precisa participar e relatar o que aconteceu para que se sinta mais confortável em se expressar. Vale destacar que tal atitude precisa ser valorizada, a fim de que ela não seja vista como “coitadinha”. Se o prazo para a resolução da questão não for respeitado, é importante reunir provas. Vá até o cartório e abra a página ou postagem onde está o insulto, a fim de que isso se torne um documento perante a justiça. Isso deve ser repassado aos pais e alunos que incitam a prática, a fim de suprimir a continuidade desse tipo de comportamento. No entanto, ajudar a vítima a se reerguer é tão importante quanto as outras dicas que foram apresentadas. Os pais precisam estimular o diálogo e a expressão sobre os acontecimentos, além de ajudar a criança ou o jovem a trabalhar a sua autoestima, ensinando que a fala do outro não pode ter tanto impacto sobre a sua vida. Em casos mais delicados, a ajuda de um profissional da psicologia será crucial. Afinal, ele ajudará a vítima a se expressar melhor, a lidar com a situação e também a se tornar um indivíduo mais confiante, mesmo diante da crítica do outro. O bullying digital é um problema que tem crescido devido ao acesso cada vez mais fácil a canais digitais. Portanto, os pais devem estar atentos aos menores sinais de alteração no comportamento. Independentemente do filho ser o agressor ou a vítima, o apoio familiar será fundamental para exterminar o problema.  

 Fonte: https://www.happycodeschool.com/blog/sofrendo-e-praticando-bullying-digital/

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